Mística da IV Secção

“Homens, sede Homens” Paulo VI

Ideal do Caminheirismo

A mística dos caminheiros baseia-se no seu ideal que são o “Homem Novo” e o projecto das “Bem-aventuranças”;

É inspirado neste projecto das “Bem-aventuranças” que se traduz a proposta de valores do “Homem Novo”.

O Homem Novo respeita a vida em todas as suas formas e manifestações.

O Homem Novo respeita e cuida do seu corpo.

O Homem Novo vive a vocação do amor como um dar-se mutuamente e partilhar uma mesma caminhada.

O Homem Novo filho de um mesmo pai, Deus, e assim todos os Homens são seus irmãos.

O Homem Novo sabe que os Homens se salvam em comunhão: a fraternidade, a solidariedade e a partilha são os caminhos da salvação.

O Homem Novo participa no desenvolvimento do mundo, na construção da Justiça e da Paz.

O Homem Novo coloca-se ao lado dos pobres, dos desprotegidos, dos marginalizados, das vítimas da violência e da injustiça.

O Homem Novo é livre e responsável, arriscando esses valores na busca de novos caminhos e soluções de futuro.

O Homem Novo está atento às conquistas da ciência e da técnica, vendo nelas apenas instrumentos que têm de dominar e utilizar com discernimento.

O Homem Novo vive o despojamento como exigência de liberdade e como um testemunho de caridade.

O Homem Novo prefere a liberdade de criar do que a escravidão de consumir.

O Homem Novo vive a vida como uma constante opção norteada da sua fé.

O Homem Novo é enfim, um Homem comprometido com estes valores, empenhando-os na sua vivência e em todos os momentos da sua vida.

Simbologia

“O Caminheirismo é uma Fraternidade do Ar Livre e do Serviço”. Baden-Powell

Dimensões do Caminheirismo

  • Caminho
  • Comunidade
  • Serviço
  • Partida
  • Caminho

O Caminho evoca o ritual da viagem…

No Caminheirismo, o jovem é desafiado a escolher um itinerário de descoberta e de acção, que o leve a tornar-se artesão de um mundo novo.

Comunidade

Durante a Caminhada, o jovem é interpelado a avançar lado a lado com o outro…

É o apelo das Bem-aventuranças que dá sentido a essa Caminhada, que se torna assim experiência de comunidade, de partilha, de amor e de construção da Paz.

Serviço

A verdadeira descoberta só é possível no serviço…

Segundo o apelo das Bem-aventuranças, essa comunidade não pode ser virada sobre si mesma.

A dinâmica da Caminhada é de descoberta, vivida numa relação de amor fraterno.

Símbolos

As dimensões atrás referidas são marcadas por sinais de elevada carga simbólica: a vara bifurcada, o fogo, a mochila.

Do conteúdo da mochila fazem parte: a tenda, o pão e o evangelho.

Vara Bifurcada

Símbolo da necessidade de fazer ou renovar as suas opções, sinal de que o Caminheiro se compromete a aderir ao projecto das Bem-aventuranças. Mochila

Onde transporta apenas o essencial para a jornada. Simboliza o seu desprendimento e a sua determinação de ir sempre mais além. Tenda

Sinal da mobilidade e da sua rapidez de se pôr em marcha. Na Bíblia a tenda é um sinal da presença de Deus no meio do seu povo. Pão

Transportado na mochila, alimenta o corpo, dado em partilha e comunhão. Evangelho

O pão do Espírito, anúncio da Boa Nova de Cristo. Fogo

Sinal da descida do Espírito Santo. É o fogo que ilumina e aquece o peregrino durante a sua caminhada. Partida

Exprime simbolicamente que o acto de caminhar é em si mesmo mais importante do que o facto de chegar.

O jovem não “chega” ao fim da sua caminhada, mas “parte”.

O fim de uma etapa significa sempre o início de outra…

Retirado do Site do CNE - http://www.cne-escutismo.pt/caminheiros/

 
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