Luís Vaz de Camões

Luís de Camões Um dos maiores poetas da literatura portuguesa e ocidental de biografia incerta e escassamente documentada. Camões, de ascendência nobre, porém de poucos recursos, teve uma educação esmerada. Levou uma vida aventureira e agitada, perdendo o olho direito numa batalha em Ceuta.

Retornou então a Portugal, onde se enamorou da Catarina de Ateíde e foi preso, após ferir um nobre da corte, devido a intrigas amorosas. Perdoado pelo rei, embarcou em 1553 para as Índias onde passou por várias aventuras: foi aprisionado em Goa e sofreu um naufrágio em Tonquim, sendo recolhido por um navio que o deixou em Moçambique. Em fins de 1569 voltou a Portugal. Em 1572 publicou “Os Lusíadas” obtendo como prémio do rei D. Sebastião uma pensão anual de 15 mil réis, que recebeu durante 3 anos, vivendo depois em sérias dificuldades económicas, morrendo na miséria em 1580.

A sua obra aborda múltiplos aspectos, registrando um conjunto de valores e ideias próprios da época, através de diferentes formas artísticas. A parte lírica é notável, com destaque para os excelentes Sonetos, inspirados no platonismo petrarquiano. Mas é em Os Lusíadas que Camões alcança sua maior amplitude, concretizando o ideal épico renascentista. Por meio da estrutura clássica da Epopeia e com o auxílio da mitologia greco-romana, narra os factos principais da História de Portugal e os heróicos feitos do seu povo, tendo como foco central a viagem de Vasco da Gama, caracterizado como um moderno Ulisses. Os lusos contam com a protecção de Vénus e a inimizade de Baco, mas a vitória que conseguem é também o triunfo do espírito humano empreendedor sobre a arbitrariedade dos deuses ou do destino. O desfecho expressa uma visão optimista da expansão portuguesa, tida como o início de uma nova era de cristianismo e civilização para os povos distantes. Deixou também elegias, redondilhas, odes e obras de teatro.

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